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Futebol inglês deve mudar, segundo membros do Parlamento

Para os Membros do Parlamento (MPs), o futebol inglês necessita passar por reformas em um intervalo de um ano ou sofrerá imposições governamentais. Isso porque em um relatório apresentado pelo Comitê de Cultura, Mídia e Esporte (CMS) apresenta-se uma preocupação com a saúde financeira dos clubes, já que vários têm sofrido danos por causa da administração ruim de seus proprietários, e com o equilíbrio de poder entre a Premier League e a FA.

O MP Hugh Robertson, ministro dos Esportes, diz que o relatório do Comitê da CMS mostra a vontade existente no Parlamento em querer modernizar e melhorar o futebol. Segundo a BBC, tanto a Premier League quanto a FA e a Football League responderam que mudanças significativas já foram feitas e que estão confiantes no progresso necessário a ser realizado.

O primeiro relatório sobre o assunto surgiu em julho de 2011, salientando a necessidade de abordar as questões de instabilidade financeira e altos níveis de endividamento das equipes. Desde 2007, foram treze situações de concordata:

Boston United - abril de 2007
Leeds United - maio de 2007
Luton Town - novembro de 2007
Bournemouth - fevereiro de 2008
Rotherham United - março de 2008
Darlington - fevereiro de 2009
Southampton - abril de 2009
Stockport County - abril de 2009
Crystal Palace - janeiro de 2010
Portsmouth - fevereiro de 2010
Plymouth Argyle - março de 2011
Portsmouth - fevereiro de 2012
Port Vale - março 2012

Até ocorreram algumas alterações no esporte, mas em outubro, no último Conselho da FA, várias propostas foram rejeitadas e classificadas como "extremamente radicais" e "progressivas". Como a entidade está para completar 150 anos de existência, o tema ganhou mais força. E agora, além da gestão orçamentária, tem a parte da transparência. Certamente, caro leitor, você está cansado de ler coisas como "transferência 'estimada' em tantos milhões, segundo tal tabloide".

Embora algum progresso tenha sido alcançado, são necessárias reformas muito maiores no futebol, para fazê-lo inclusivo, sustentável e impulsionado desde a base.

John Whittingdale, MP e presidente do Comitê da CMS
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