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O início das semifinais da Copa do Mundo se aproxima com Brasil e Alemanha hoje, às 17h (de Brasília), e a Premier League estará em campo através de 10 jogadores envolvidos na partida, número esse que se soma a mais 8 que atuarão do outro lado da semifinal, no jogo entre Argentina e Holanda. Ou seja, pode-se dizer que com esses 18 jogadores (do total de 92 envolvidos na atual fase da competição), a Copa do Mundo é 20% Barclays Premier League. Mas como se dividem esses atletas entre as seleções?
Analisando as seleções que restaram na competição, Brasil e Holanda são as seleções que têm mais jogadores atuando na liga inglesa, seguidos por Alemanha e Argentina:
- Brasil: 5 jogadores: Oscar, Ramires, Willian, Fernandinho, Paulinho.
- Holanda: 5 jogadores: Ron Vlaar, Robin van Persie, Tim Krul, Michel Vorm, Jonathan de Guzman.
- Alemanha: 4 jogadores: Per Mertesacker, Mesut Ozil, Lukas Podolski, Andre Schurrle.
- Argentina: 3 jogadores: Sergio Aguero, Martin Demichelis, Pablo Zabaleta.E, se levarmos em conta os clubes, nenhum bate Manchester City e Chelsea em representantes:
- Chelsea: 4 jogadores: Oscar, Ramires, Willian, Schurrle.
- Manchester City: 4 jogadores: Aguero, Demichelis, Zabaleta, Fernandinho.
- Arsenal: 3 jogadores: Mertesacker, Ozil, Podolski.
- Swansea: 2 jogadores: Vorm, De Guzman.
- Aston Villa: 1 jogador: Vlaar.
- Manchester United: 1 jogador: Van Persie.
- Newcastle: 1 jogador: Krul.
- Tottenham: 1 jogador: Paulinho.A esses números, pode-se acrescentar ainda que dentre os 157 gols até agora, 26 deles saíram de jogadores que atuam na Inglaterra, sendo os 3 melhores na artilharia; Van Persie, tendo 3 gols, Luis Suarez e Wilfried Bony, 2 gols cada. Lembrando que Van Persie está a apenas 3 gols de James Rodriguez, artilheiro da competição com 6 gols, e possui mais dois jogos pela frente, enquanto que o colombiano foi desclassificado na partida contra o Brasil, nas quartas de final.Assim sendo, com todos esses números e possibilidades em aberto ainda, é impossível dizer qual clube, ou seleção, terá mais jogadores originários do campeonato inglês na final, mas uma coisa pode-se dizer: alguém da Barclays Premier League estará lá erguendo a taça de campeão do mundo, e isso é a única certeza. -
Luis Suárez divulgou nesta segunda-feira um parecer sobre o lance que o garantiu uma grande punição da FIFA e um pedido de desculpas ao italiano Giorgio Chiellini. Leia abaixo na íntegra:Depois de estar alguns dias em casa com a minha família, tive a oportunidade de recuperar a calma e refletir sobre a realidade do que aconteceu na partida Itália-Uruguai realizada no dia 24 de junho de 2014.
Independentemente das declarações polêmicas e contraditórias que ocorreram durante estes dias, tudo isso aconteceu sem a intenção de interferir no bom trabalho de minha seleção, e a verdade é que o meu colega de profissão Giorgio Chiellini sofreu no lance os efeitos físicos de uma mordida, e portanto:
1. Lamento profundamente;
2. Peço desculpas a Giorgio Chiellini e toda a família do futebol;
3. Prometo publicamente que nunca mais irá ocorrer um incidente como este com meu envolvimento
Montevidéu, 30 de junho de 2014. -

Foto: site oficial do The Telegraph.
Steve McClaren não esconde seu descontentamento com o nível técnico do futebol inglês. Para McClaren, ex-jogador e atualmente treinador do Derby County, a qualidade das categorias de base da Inglaterra não é boa atualmente, e nem tem sido em anos passados. Isto fez com que a Seleção não tivesse jogadores bons o suficiente em suas linhas, de acordo com ele.
Para a BBC Radio 5 live, McClaren disse: "Treinamento não é respeitado na Inglaterra. Nosso problema na Copa foi simples: não tínhamos jogadores bons o suficiente e não temos, nos últimos anos. Precisamos revelar novos jogadores. Digo de idades entre oito a dez anos. Se faz isto com melhores treinadores. Não fazemos isto apenas ensinando aos jogadores como jogar, mas ensinando como lidar com as partidas."
McClaren acredita que a Football Association se preocupou mais em investir na parte estrutural do futebol do que no material humano necessário para desenvolver os jogadores mais jovens. Citou as federações Alemã e Holandesa como exemplos de investimento no potencial futuro dos jovens da base, e que gostaria de ver alguma regulamentação governamental para poder melhorar o sistema de treinamento da base do English Team, o qual considerou muito "lento". -

Foto: site oficial da FA.
Roy Hodgson não esconde esperar muito de Luke Shaw, jovem lateral esquerdo de 18 anos, recentemente contratado pelo Manchester United e que defendia o Southampton. Apesar da má campanha na Copa do Mundo, Roy Hodgson já havia afirmado que bons jogadores surgiram, como nos casos de Barkley e Sterling. Desta vez, o treinador foi só elogios para o recém contratado dos Red Devils:
"Eu realmente acredito que Luke tenha tremenda qualidade. Eu acho que ele é um novo Ashley Cole. Acredito que a experiência na Copa o fará bem, e que ele será um jogador muito útil para nós por suas qualidades ofensivas. Nós tivemos problemas na posição de Luke por causa da falta Ashley Cole, que é um jogador que todos adoramos e consideramos muito."
Cole, que não foi convocado para o Mundial do Brasil, anunciou sua aposentadoria da Seleção pouco antes da convocação para a Copa. Em seu lugar, Baines e Shaw foram convocados. -

Foto: site oficial da FA.
John Stones pode não ter entrado em campo em nenhuma das três partidas do English Team pela Copa do Mundo, mas considera a experiência adquirida muito válida e, apesar de ter apenas 20 anos, a revelação do Everton já busca alçar voos mais altos pelo país:
"Jamais vou esquecer a experiência que tive. Estar lá fora, junto de outros grandes jogadores é um enorme aprendizado. Levarei isto junto comigo para o Everton e vou melhorar. Acredito que o futuro será brilhante, pois existe um grande número de novos jogadores pela Inglaterra com habilidades diferentes, que podem agregar muito valor para a Seleção. Me parece um futuro bastante positivo."
Stones tem razão em ficar feliz: o jogador já teve passagem pelas categorias sub-19, 20 e 21 da Inglaterra, já tendo participado de uma Copa do Mundo sub-20. Se o Toffee mantiver a escrita, mais convocações para a Seleção principal devem estar por acontecer. -
Ter muitos jogadores disputando a Copa do Mundo pode ser um motivo de comemoração e prestígio para um clube. Mas para o Liverpool, a presença de seu principal jogador no Mundial não trouxe bons resultados.A lesão sofrida antes do início da competição foi superada e Luis Suárez estreou contra a Inglaterra marcando dois gols. No jogo seguinte, mais difícil, contra a Itália, ele não voltou a balançar as redes, mas ajudou o Uruguai a se classificar para as oitavas de final, para enfrentar a Colômbia.No entanto, ele mordeu o zagueiro Giorgio Chiellini no segundo tempo do jogo, e apesar de não ter sido expulso pelo árbitro mexicano Marco Antonio Rodríguez Moreno, recebeu uma punição da FIFA, que analisou as imagens feitas na Arena das Dunas, em Natal.
"Tal comportamento não pode ser tolerado em qualquer campo de futebol, e em particular, não em uma Copa do Mundo, quando os olhos de milhões de pessoas estão voltados para as estrelas em campo", disse em um comunicado Claudio Sulser, presidente do comitê disciplinar da FIFA.O resultado: punição de nove jogos, multa de £65,680 e suspensão de qualquer atividade relacionada ao futebol por quatro meses. Exatamente o mesmo motivo que o tirou do começo da temporada passada pelo Liverpool (a mordida em Branislav Ivanovic, do Chelsea, lhe rendeu gancho de dez partidas), e o fez ser punido em 2010 quando ainda defendia o Ajax (colocou os dentes em Otman Bakkal, do PSV Eindhoven, e recebeu sete jogos).A punição torna-se a maior da história das Copas, superando a de oito jogos recebida pelo italiano Mauro Tassotti por cotovelada no espanhol Luis Enrique, nos Estados Unidos, em 1994. A federação uruguaia tem três dias para recorrer. A partida das oitavas de final contra a Colômbia está marcada para o sábado, no Macaranã, às 17h (de Brasília). -

Foto: site oficial da FA.
Ser eliminado da Copa do Mundo do Brasil sem sequer uma vitória está servindo de motivação para Chris Smalling, jovem zagueiro do Manchester United. Antes da volta para a Inglaterra, Smalling deixou bem claro que a partida contra a Suíça, em setembro, é um recomeço.
Bastante animado, o zagueiro quer começar logo a temporada 2014/15 para buscar uma possível titularidade pelo English Team: "Na próxima temporada, eu darei meu melhor para assegurar meu lugar na Seleção. Claro que, por estarmos de férias, vamos dar uma parada, mas se eu tiver a chance de jogar, como fiz contra a Costa Rica, posso mostrar a que vim. Roy (Hodgson) sabe que sou zagueiro central e que eu realmente quero conseguir meu lugar entre os titulares e ser a primeira opção."
Smalling agradeceu aos torcedores pelo carinho e apoio, e espera fazer uma grande temporada pelo United e, consequentemente, conseguir seus objetivos na Seleção. A Inglaterra dá o pontapé inicial em sua campanha nas Eliminatórias para a UEFA Euro 2016 no dia 7 de setembro, às 15h45 (de Brasília), contra a Suíça, fora de casa. -

Foto: site oficial da FA.
Mesmo com a campanha muito aquém das expectativas no atual Mundial, existe uma renovação importante na Seleção da Inglaterra. Nomes como Sterling, Sturridge, Shaw e Barkley são alguns deles. Para Barkley, jovem estrela em ascensão do Everton, mesmo em tom de brincadeira, ele acredita estar pronto para liderar os futuros jovens Three Lions:
"Acredito que possa. Acredito em mim mesmo e estou confiante. É desapontador estar numa grande competição e sair dela cedo. Vamos aprender com isto. Este é o tipo de coisa que precisamos para nosso aprendizado", e continuou: "Nós temos bons jovens, como Wilshere, Phil Jones, Chris Smalling, Raheem Sterling e outros jogadores que estão aparecendo a cada semana, na Premier League."
Barkley mostrou bastante consciência do papel dos jovens no futuro do futebol inglês, mas destacou a importância de veteranos como Lampard e Gerrard. O Toffee relata que os veteranos foram muito importantes para ele, com conselhos, passando experiências enquanto jogadores internacionais e mostrando a tranquilidade necessária para atuar em um jogo de Copa do Mundo. Ele também se disse triste por não poder continuar no atual Mundial, mas se concentrará no Everton e na pavimentação de seu caminho até convocações futuras para a Seleção Inglesa. -

Foto: site oficial da FA
Shaw se tornou o jogador mais jovem a atuar pelo Mundial do Brasil, com apenas 18 anos de idade. O lateral esquerdo, que atua pelo Southampton, descreveu a situação como "um sonho realizado", mesmo a Inglaterra não tendo ido bem:
"Foi incrível. Para mim, ter apenas 18 anos e já ter atuado na maior competição do planeta é um sonho realizado e não quero parar agora. Quero evoluir cada vez mais e poder participar de mais partidas, no futuro. Minha meta era vencer os jogos, mas não conseguimos, infelizmente, apesar de achar que jogamos muito bem. Só não soubemos aproveitar as chances. Estávamos com medo por ser a primeira Copa de muitos de nós, mas ele diminuiu conforme fomos jogando. Temos muitos jovens talentos." -

Foto: site oficial do The Telegraph.
A despedida melancólica da Seleção Inglesa da Copa do Mundo do Brasil tem gerado muitos rumores: jogadores já sem condição de atuar ou que não mereçam convocação, erros cometidos pelo técnico, etc. Agora, através de Steven Gerrard, surge um velho e conhecido assunto discutido em muitas mesas redondas, o dinheiro.
Gerrard acredita que muitos jogadores estão mais interessados em fama e fortuna do que em contribuir pelo futebol de seu país. Para ele, a rápida fortuna e reconhecimento da torcida/mídia afetam a mente de vários jovens, prejudicando seu desenvolvimento profissional, limitando-o. De acordo com o que o meio-campo dos Reds diz, a busca por fama acaba por afastar os jovens do desenvolvimento adequado enquanto atletas, acabando por diminuir seu potencial, o que os afasta de futuras convocações, levando-os para posições mais modestas na carreira.
A média de salário semanal pago na Premier League (temporada 12-13) estava na casa de £31,000 libras, equivalente a R$116,870, um valor bastante considerável, porém Gerrard pontua que isto não tem sido suficiente: o atleta comentou que existe um pequeno número de jogadores disponíveis para a Seleção, e ele teme que, mesmo tendo uma das ligas mais poderosas do mundo, a questão financeira fale mais alto e menos jogadores surjam.
Os números comprovam o que Gerrard diz, ao menos em termos de quantidade de ingleses nos campos: 32.26%. O campeonato espanhol, só para comparar, apresenta uma porcentagem de 59% de jogadores espanhóis atuando por partida e a Bundesliga possui média de 50%. -

Lampard observando o jogo do meio-campo (Fonte: PA Photos)
O jogo deu fim a campanha da Inglaterra na Copa do Mundo, mas Lampard e seus companheiros ficaram impressionados com o desempenho da equipe e as melhores chances que criaram contra os vencedores do Grupo D. "Nós mostramos um pouco de caráter hoje. Nós nos preparamos muito nos últimos dias e todo mundo sabe o quão difícil tem sido", disse ele. "Não fomos muito melhores, mas tivemos chances suficientes para ganhar o jogo, com certeza."
Lampard elogiou os torcedores que viajaram até o Brasil e comentou o seu futuro incerto no English Team: "Os torcedores estavam cantando alto, apesar de já estarmos eliminados. Somos a Inglaterra, nós esperávamos mais e eles também - mas a maneira como eles estavam hoje e durante os outros jogos foi incrível. É uma pena que não pudemos fazer o suficiente para ir à próxima fase e dar a eles uma viagem mais longa", falou Lampard. E sobre o seu futuro na seleção, ele acrescentou: "Eu gostei de estar envolvido hoje, e eu adoro jogar pelo meu país. Eu tenho 36 anos e ainda estou jogando. Se eu sentir que ainda posso oferecer alguma coisa, então eu vou fazer. Mas é muito cedo para dizer", completou.
Em contrapartida, Luke Shaw, que entrou hoje como titular e fez sua terceira partida ao lado de Hodgson, se tornou o jogador mais jovem a aparecer nesta Copa. O lateral esquerdo de 18 anos descreveu a experiência como "incrível" e diz que tem alimentado o seu desejo de jogar pela Inglaterra com mais regularidade no futuro. "Foi incrível. Para mim, que só tenho 18 anos, jogar na maior competição do mundo é um sonho que se torna realidade. E eu não quero parar agora. Eu quero continuar melhorando e melhorando, e espero conseguir aparecer mais vezes no futuro."
O defensor Southampton também comentou o jogo: "Estávamos nervosos no início do jogo, porque nenhum de nós tinha muito tempo de jogo pela seleção. Como o jogo em curso nos acalmamos e ficamos melhores.
Ele disse ainda: "Penso nós jogamos um belo futebol hoje, mas aproveitamos a chances de marcar". "Há um monte de jovens talentos por aqui", completou Shaw, exaltando os companheiros.
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Hodgson e jogadores aplaudem a torcida - Fonte: PA Photos
Apesar de ter afirmado isso após o apito final, o comandante do English Team também disse que a Inglaterra mostrou que pode ser uma boa equipe no futuro e que ele não poderia ter cobrado um desempenho melhor. "Eu penso que nós dominamos a partida nos primeiros 10 ou 15 minutos, mas infelizmente não transformamos as nossas chances em gols. Se tivéssemos marcado, teria sido uma vitória confortável".
Hodgson decidiu colocar em campo uma escalação jovem e inexperiente, com Luke Shaw, Ross Barkley e Adam Lallana começando, e disse ainda que ficou impressionado com as suas performances. "Todos eles jogaram muito bem e toda a zaga foi absolutamente excelente também", disse Hodgson. "Nós enfretamos uma equipe que bateu a Itália, Uruguai e liderou o grupo. Eu creio que nós dominamos o jogo e jogamos melhor que eles, é decepcionante não termos vencido."
E sobre as chances perdidas, Hodgson acrescentou que ele não tem preocupações nesse setor quando se trata de Sturridge.
"Criamos as chances, o que é importante, e Daniel é geralmente muito preciso. Eu não estou tão preocupado porque eu sei que ele vai aproveitar as chances no futuro, o importante é continuar dando a ele as oportunidades". -

Nesta terça-feira, a Inglaterra despediu-se da Copa do Mundo ao empatar com a Costa Rica sem gols, pelo Grupo D. Assista aos melhores momentos do jogo disputado no Mineirão, em Belo Horizonte.
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Hodgson contava com bons atletas, mas não montou uma equipe
Com nove alterações em relação ao time que enfrentou o Uruguai - apenas Sturridge e Cahill foram mantidos na escalação titular -, o English Team empatou de maneira apática. Apatia é o que pode definir as participações inglesas em Copas. Como gostam de dizer nossos vizinhos sul-americanos, o grito: ponga huevo y corazón, se aplicaria perfeitamente aos Three Lions. Falta alma, raça. Após 64 anos, a seleção inglesa retornou a Belo Horizonte e continua sem conseguir uma vitória em Copa do Mundo, na capital mineira. Foram duas partidas, uma em 1950 (Estados Unidos) e a outra em 2014 (Costa Rica).
Em uma partida sem graça, assim como as últimas participações inglesas em Copas, o destaque ficou para a presença do Príncipe Harry e um jogo truncado, com a bola travada no meio-campo por diversas vezes. Logo aos 2 minutos, Los Ticos quase inauguraram o placar após bela jogada de Joel Campbell. Passado o susto inicial, os Three Lions equilibraram o jogo, mas não conseguiam finalizar com efetividade (assim como nas partidas anteriores).
Aos 22 minutos, após falta sofrida por Campbell, Celso Borges obrigou Bem Foster a realizar difícil defesa, que espalmou a bola na trave. Logo aos 30, Sturridge cabeceou bola escorada por Phil Jones e quase marcou seu segundo tento na Copa. O avante do Liverpool foi quem mais incomodou a meta costarriquenha, como no início do segundo tempo, em finalização defendida por Keylor Navas.
A partida seguiu morna e com alguns lampejos de futebol atraente, com chute de Bolaños, aos 16 e com outra finalização de Sturridge, aos 19. A partida serviu para ressaltar a principal dificuldade do English Team, o funcionamento do meio-campo. Novamente, a ligação, desta vez, incumbida a Wilshere e Lampard, não funcionou (assim como na primeira partida). A marcação também deixou a desejar, Carrick fez falta. O time jogou continuou com as linhas muito distantes. Um time com potencial muito grande, jovens talentos, mas que não conseguiu engrenar sob o comando de Roy Hodgson, e perdeu duas partidas com falhas individuais (Gary Cahill e Phill Jagielka, respectivamente contra Itália e Uruguai).
Outro destaque da partida foram as aparições de Frank Lampard e Steven Gerrard (que simbolizam o fracasso do meio-campo da equipe), dois expoentes da última geração do futebol inglês, que provavelmente não vestirão a camisa dos Three Lions novamente.

Uma das finalizações de Sturridge
A seleção inglesa comprovou todo o pessimismo dos jornalistas e torcedores com a participação no grupo da morte. A equipe que volta e meia decepciona nos mundiais, sobrevive com alguns lampejos após 1966, principalmente com a participação em 1990. A Copa realizada na Itália foi a melhor atuação em mundiais fora de casa, mas ficou marcada por uma eliminação nos pênaltis (que passaria a ser o pesadelo dos Three Lions).
Outro mundial que merece destaque é o de 1986 e a épica batalha com a Argentina, nas quartas de final (uma extensão da guerra das Malvinas/Falklands), que ficou marcada pela genialidade de Diego Maradona. Mas, pelo lado inglês, Gary Lineker (o maior gentleman do futebol) surpreendeu e foi o artilheiro da competição com 6 gols.
A esperança para os próximos anos do futebol inglês é a juventude do elenco (10 atletas com idade abaixo dos 25 anos), que possui talento, pode evoluir e ganhar mais experiência até a Euro-2016 e a Copa-2018. A única dúvida que paira é sobre o poder de decisão dos atletas ingleses (principalemente Wayne Rooney, que na seleção deixa a desejar) e a capacidade técnica de Roy Hodgson para levar a equipe a esse salto qualitativo.

Rooney continua uma incógnita com a camisa da seleção -

Nesta terça-feira, a Inglaterra despediu-se da Copa do Mundo ao empatar com a Costa Rica sem gols, pelo Grupo D. Confira uma galeria de imagens do jogo disputado no Mineirão, em Belo Horizonte.
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Melhores momentos
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Os comandados de Roy Hodgson foram até o Mineirão, em Belo Horizonte, disputar sua última partida nesse Mundial, contra a sensação do torneio, a Costa Rica. E o resultado permaneceu no entediante empate de 0 a 0. O jogo também marcou a despedida de um de seus maiores jogadores: Frank Lampard, após 15 anos de serviço ao English Team.
Meio-campo legitimou fracasso do English Team
A primeira etapa do jogo começou sonolenta, com os costarriquenhos buscando mais o gol. Porém, aos poucos os ingleses foram crescendo na partida, principalmente com a boa atuação de Sturridge que através de chutes de fora da área assustava o goleiro adversário. A costa Rica chegou perto do gol, através de bela cobrança de falta de Borges, obrigando Foster a fazer grande defesa.
Galeria de imagens
O segundo tempo foi de domínio Inglês. Com Sturridge novamente dando trabalho ao setor defensivo da Costa Rica. Rooney quase acerta um golaço de cobertura, impedido pela ótima defesa do goleiro Navas. Com isso, a seleção Inglesa se despediu da Copa do Mundo com um apático empate.
Melhores momentos
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Mesmo aos 36 anos e buscando novo clube após sua saída do Chelsea, Lampard ainda desperta muita confiança de Roy Hodgson. O treinador espera continuar contando com seus serviços num futuro próximo, afirma.
"Nunca se sabe quando vamos precisar de jogadores de qualidade, e jogadores com a qualidade dele podem ser úteis no futuro. Não conversei com Frank, ainda, mas ficaria mais do que feliz se ele ainda se dispusesse a atuar pela Seleção. Mesmo se eu lhe dissesse que as chances de ser convocado não seriam muitas, ainda poderíamos dizer que, caso ele não se aposente, que se mantenha disponível. Eu acredito que Lampard seja aquele tipo de cara com quem se pode sempre contar."
Bem verdade que as chances de Lampard continuar atuando pela Inglaterra são bem diminutas, já que nomes como Barkley, Henderson e Lallana figuram com maior força entre as possíveis próximas convocações, e Lampard ainda não definiu qual rumo sua carreira terá daqui em diante. Talvez irá para a MLS. Só se pode aguardar pelo o que o futuro dirá. -
Após derrota para o Uruguai por 2 a 1 e vitória da Costa Rica sobre a Itália por 1 a 0, a Inglaterra foi eliminada na primeira fase da Copa do Mundo de 2014.Sem chances de continuar no Mundial, o técnico Roy Hodgson deve escalar jogadores que não participaram das duas primeiras partidas para o jogo contra a Costa Rica, nesta terça-feira 24/06, no Estádio Mineirão em Belo Horizonte, às 13h (horário de Brasília).Frank Lampard, veterano meio-campista, será o capitão do English Team no lugar de Steven Gerrard. A partida marca a décima participação do jogador de 36 anos em jogos de Copa do Mundo. Além de Lampard, Jack Wilshere e James Milner também devem compor o meio campo e o jovem Luke Shaw deve começar no lugar de Leighton Baines, que se recupera de uma lesão na virilha.Apesar de ter feito dois bons jogos nas duas derrotas sofridas, a Inglaterra tem apenas essa partida para terminar a sua participação com alguns pontos.Única integrante do grupo D a se classificar antecipadamente, a Costa Rica surpreendeu dois campões mundiais e precisa de apenas um empate com o English Team para garantir a primeira colocação no grupo com sete pontos.O técnico Jorge Luiz Pinto deve escalar todos os seus titulares para esta partida. Entre eles, o habilidoso atacante Joel Campbell que preocupa a defesa dos adversários e pode levar à Costa Rica à vitória, realizando uma campanha 100% e histórica na primeira fase de grupos.

Foto: Sky Sports -

Foto: site oficial do The Telegraph
Ao que tudo indica, Roy Hodgson continuará no comando dos Three Lions por mais dois anos, mesmo após a campanha desastrosa da Copa do Mundo do Brasil. Isto é o que garante o presidente da Football Association, Greg Dyke. Mas não é só o apoio da federação que é demonstrado publicamente: a maior estrela da Seleção Inglesa, Wayne Rooney, deixa bem claro que o treinador atual é o homem certo para o trabalho.
"Ele coloca entusiasmo no time. Não há dúvidas de que Roy seja o homem certo para o trabalho. Nós apreciamos tudo o que ele fez por nós, nos últimos anos. Nos fez jogar de outra maneira, e isto ajudará aos novos jogadores e a nós sermos um time melhor."
Rooney não apenas apoiou o treinador, mas disse crer que surgem bons valores na Premier League, mesmo com o grande número de estrangeiros compondo os times. Sob seu ponto de vista, deve acontecer uma boa renovação no futebol inglês, adicionando mais qualidade a Premier League e a Seleção em si, basta os clubes continuarem revelando nas próximas temporadas. -
Foto: site oficial da FA
Após duas duras derrotas por 2x1 contra Uruguai e Itália, Roy Hodgson teve de admitir que a Seleção da Inglaterra pagou um preço caro pelos erros cometidos em campo: a eliminação da Copa do Mundo. Questionado sobre a juventude de vários dos convocados, Hodgson avalia que nenhum deles foi culpado pela precoce eliminação inglesa do Mundial e que espera ver mais deles no futuro:
"Tínhamos grandes esperanças, pensamos que poderíamos causar um impacto, mas não conseguimos vencer os jogos. Para causar um impacto, é necessário vencer jogos, e perdemos os nossos. Eu acredito que o time, em longo prazo, seria um time muito bom. Mesmo contra o Uruguai, vimos algumas boas performances, mas os resultados não vieram. Eu não acredito que haja motivo para duvidar que este grupo de jogadores traga frutos no futuro."
Hodgson crê que tudo o que era possível ser feito para o Mundial foi executado e que os Three Lions deixariam a nação orgulhosa, mas em via dos acontecimentos e dos erros cometidos dentro das quatro linhas, a preparação para a Copa acabou não dando os resultados tão esperados, culminando na eliminação e na frustração que ficou aparente em todos dentro da delegação.






