“Esse é craque!” “Futuro melhor do mundo!” Quantas vezes já não ouvimos essas expressões por ai? Jogadores considerados promessas aparecem a todo a momento, mas a cada dez, apenas um realmente se torna o jogador esperado.
Nesta semana, Jack Rodwell deixou o Manchester City rumo ao Sunderland e fez com que essa questão voltasse à tona no Reino Unido. Após grande passagem pelo Everton, o jovem chegou aos Citzens, mas pouco jogou e nunca se firmou. Aproveitando o gancho, o Mirror fez uma lista com cinco jogadores que assim como Rodwell, logo cedo despontaram e chamaram a atenção de times maiores, mas que nunca chegaram perto do que prometiam ser.
Scott Parker
Quando despontou no Charlton em 2004, Parker tinha tudo o que um grande volante precisava: Desarme, passe e chegada ao ataque. Parecia ser o jogador perfeito para qualquer clube.
Aos 23 anos assinou com o Chelsea em uma transferência que rendeu ao Charlton 10 milhões de libras. Ao final de seu primeiro ano nos Blues, o Chelsea voltou a vencer o Campeonato após 50 anos, mas Parker não conseguiu sequer atuar por 10 vezes e assim garantir sua medalha de campeão. É bem verdade que algumas lesões atrapalharam, mas nas oportunidades que teve o inglês não agradou. No final daquele ano o jogador foi para o Newcastle e atualmente se prepara para jogar a segunda divisão pelo Fulham.
Parker não foi uma decepção completa e teve boas passagens nos demais clubes que defendeu. Mas pra um volante que foi comprado por 10 milhões de libras e tratado como jóia, 18 atuações apenas pelo English Team mostram que ele não cumpriu com as expectativas.
John Bostock
Aos 15 anos de idade, Bostock fazia sua estreia pelo Crystal Palace em outubro de 2007. O meia se tornou o jogador mais jovem a atuar pelos Eagles e a começar um jogo como titular. Quatro partidas depois, os Spurs desembolsaram 700 mil libras para levar a promessa a White Hart Lane.
Devido a pouca idade, o Tottenahm decidiu emprestar o garoto. Brentford, Hull, Sheffield Wednesday, Swindown Town e Toronto FC foram os destinos de 2008 pra cá. No inicio da temporada passada, o jogador acertou com o Antwerp e após 5 anos, sequer atuou oficialmente pelo Tottenham.
Bostock ainda está jovem, com 22 anos. Mas pra quem já esteve no Tottenham, estar atualmente em um clube pequeno do futebol belga deixa claro que dificilmente ele se tornará o que um dia prometeu.
Francis Jeffers
O jovem Jeffers estreou pelo Everton no Boxing Day de 1997 contra o Manchester United, em Old Trafford. Suas primeiras temporadas nos Toffes foram impressionantes e após 49 partidas e 18 gols, o Arsenal pagou a quantia de 8 milhões de libras para levar o jovem atacante.
Em Londres, o jovem encontrou dificuldades para se tornar o “Fox in the box”, como ficou conhecido em Liverpool. Algumas lesões, e a pesada concorrência com Henry e Wiltord atrapalharam a passagem de Jeffers pelos Gunners. Mesmo assim, o jovem conquistou duas FA Cup (02 e 03), a Premier League (02-03) e Super Copa (03). Porém durante todo esse tempo, foram apenas 22 atuações e 4 gols.
Após 3 anos no Arsenal, o jogador voltou ao Everton por empréstimo e a partir daí se transformou em um andarilho do futebol. Foram 10 clubes diferentes, de vários países e divisões. A última tentativa do jogador, atualmente com 33 anos foi na liga de Cingapura, sem sucesso.
Scott Sinclair
Após rápida passagem pelo Bristol Rovers, Sinclair chegou ao Chelsea em 2006. Winger rápido, driblador e incisivo. Prato cheio para qualquer time grande. E saiu barato para os Blues. Mas como a maioria dos jovens, o clube de Londres resolveu empresta-lo. Seis empréstimos em 4 anos. Pelo Chelsea, Sinclair entrou em campo apenas 5 vezes antes de se transferir em definitivo para o Swansea em 2010. Durante seus empréstimos, o atacante fez poucos jogos e apenas 4 gols. O suficiente, ou o insuficiente para que o Chelsea resolvesse não ficar com ele.
Pelo Swansea foram 82 jogos e 28 gols. A torcida do Chelsea chegou a lamentar a venda do jogador que foi fundamental para que o time do País de Gales chegasse a Premier League. Mas em 2012 o jogador parece ter novamente sentido o peso de estar em um grande clube. O Manchester City, atual campeão, assinou com Sinclair um contrato de 4 anos. Porém o reforço de peso acabou virando novamente uma decepção. Apenas 11 jogos pelo City e nenhum gol marcado. Na última temporada esteve por empréstimo no WBA e fez apenas 6 partidas. Sabe quantos gols ele marcou? Isso mesmo. Nenhum. Passou mais uma vez em branco.
Este ano ele está de volta ao City. Será que agora Sinclair vai se firmar, ou vai confirmar o status de promessa que nunca vingou?
Wayne Bridge
Após 113 atuações SEGUIDAS pelo Southampton, o Chelsea pagou 7 milhões de libras pelo lateral. Seu começo no Chelsea até que foi bom, e logo em sua primeira temporada o jogador marcou um gol que levou os Blues a Semi-final da Liga dos Campeões. Mas no inicio da temporada seguinte, Bridge se machucou seriamente e perdeu o restante da temporada. Em 2005 com a chegada de Del Horno, Bridge encontrou sérios problemas para voltar ao time titular, fazendo apenas duas partidas de copa naquela temporada.
Em 2006, o lateral foi emprestado ao Fulham. Os 12 jogos pela equipe do outro lado do rio garantiram que Bridge fosse a Copa do Mundo daquele ano, como reserva de Ashley Cole. Mal sabia Bridge que após a Copa o mesmo Cole chegaria ao Chelsea para coloca-lo novamente no banco. A partir daí, Bridge não foi mais do que apenas um reserva e caiu no esquecimento. A demora em se transferir pode ter prejudicado a carreira do lateral que passou três anos no banco.
Em 2009 Bridge se transferiu para o Manchester City onde fez 42 partidas. Sua passagem por lá ficou marcada pela polêmica com John Terry. O caso ficou mundialmente famoso e fez com que Bridge ficasse mais conhecido por ter sido traído do que por seu futebol.
De 2011 pra frente Bridge não fez mais parte dos planos do City e passou a ser emprestado. West Ham, Sunderland e Brighton contaram com o já experiente lateral nesse período. No Brighton, Bridge conseguiu ser importante novamente e atuou por 37 vezes.
Na última temporada, o lateral esquerdo atuou 12 vezes pelo Reading na Championship. Ao final de seu contrato de um ano, Wayne Bridge se aposentou e assim encerrou uma carreira com altos e baixos, mas que com certeza poderia ter sido mais brilhante.
Menções honrosas
O Mirror também fez menções honrosas a alguns outros atletas que apareceram muito bem, mas que hoje são apenas bons jogadores. Huddlestone, Jenas, Routledge, Lennon, Adam Johnson e Shaun Wright-Phillips foram os nomes citados. Se pensarmos um pouco mais, ainda conseguiremos nos lembrar de alguns outros nomes que não foram citados pelo jornal, como Alan Smith e Theo Walcott. O primeiro chegou do Leeds ao United como homem gol, mas nunca foi titular e acabou mudando de posição, indo jogar de volante. Atualmente é jogador/auxiliar técnico do Notts County. Walcott foi a copa de 2006 como promessa, mas nunca se tornou o jogador que a Inglaterra esperava e chegou até a amargar a reserva do Arsenal em certos momentos.
Concordam com a lista?






